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Todo ano o Fórum Brasileiro de Pública lança um anuário analisando os índices criminais do país, verificando o aumento ou a diminuição dos casos de determinados crimes, separando por estados, regiões e perfil de vítimas. O anuário de 2023 trouxe informações preocupantes em relação aos crimes contra mulheres, notadamente o estupro. Para saber mais sobre o assunto, siga conosco até o final!

O DEVASTADOR CENÁRIO DE 2022

Conforme o anuário se segurança pública, os dados de 2022 revelam o maior número de registros de estupro e estupro de vulnerável da história, totalizando 74.930 vítimas. Porém, a realidade é ainda pior, pois esse número assustador corresponde apenas aos casos notificados às autoridades policiais, ou seja, é apenas uma parte da violência sexual tão presente no Brasil.

Se comparado com o ano de 2021, o ano passado trouxe um aumento de 8,2% na taxa de estupros, chegando à marca de 36,9 vítimas para cada grupo de 100 mil habitantes.

Segundo estudo divulgado por pesquisadores do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), apenas 8,5% dos casos de estupro são reportados às polícias, estimando-se que o número real de estupros chegue a 822 mil casos anuais.

Uma das hipóteses levantadas para este assustador crescimento é que as vítimas estão mais informadas e dispostas a denunciar a agressão. Porém, devemos considerar esse empoderamento das vítimas com cautela, já que 6 entre 10 casos de estupro ocorrem contra crianças de 0 a 13 anos, tendo como agressor algum familiar ou conhecido, o que dificulta, e muito, o reconhecimento da agressão nestes casos, visto que é absolutamente normal que a criança tenha sentimento de amor e lealdade pelo estuprador.

QUAL O PERFIL DAS VÍTIMAS DE ESTUPRO E ESTUPRO DE VULNERÁVEL?

Crianças e adolescentes continuam sendo as maiores vítimas de estupro, sendo que as pesquisas demonstram que 61,4% tinham no máximo 13 anos e, aproximadamente, 8 em cada 10 vítimas de violência sexual eram menores de idade.

Em relação ao sexo, as proporções têm se mantido as mesmas ao longo dos anos. Em 2022, 88,7% das vítimas eram do sexo feminino e 11,3% do sexo masculino.

As pessoas negras seguem sendo as principais vítimas da violência sexual: 56,8% das vítimas eram pretas ou pardas, 42,3% das vítimas eram brancas, 0,5% indígenas e 0,4% amarelas.

CONCLUSÃO

O ano de 2022 houve crescimento nos índices de todas as formas de violência de gênero, atingindo centenas de milhares de mulheres em todo o país. Para que uma política de proteção seja realmente capaz de mudar esse cenário, é necessário preocupar com todos os perfis de vítimas, pois todas têm o direito a um futuro feliz e seguro, para que possam viver a plenitude de sua liberdade, escolhendo como viverão e qual caminho seguirão.

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D. Ribeiro é Advogado Criminal e Empresarial na Capital – SP – Brasil, e possui também um canal no Youtube chamado Notícias do Ribeiro, para falar direto comigo basta clicar aqui 👉 https://wa.me/5511954771873